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Menina comendo pipoca com uma mão e segurando o controle remoto com a outra

E se a gente disser que o conceito de “bonito” e “feio” é relativo? Duvida? Esta rápida volta no tempo vai aumentar sua autoestima e confiança ao mostrar que as características femininas consideradas como belas hoje nada têm a ver com o que era admirado na Antiguidade – e certamente serão bem diferentes das tendências na próxima década:

Anos 1920 ao 50

Houve uma época em que uma das partes preferidas do corpo feminino era o tornozelo! Acredite, no início do século XX era essa parte que ficava mais à mostra. Com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, o visual com vestidos de linhas retas e cinturas baixas, com cabelos mais curtos, era visto como rebeldia feminina. Mas não se engane. O sensual era não apresentar “curvas”, tendo quadris e seios pequenos (sutião com bojo nem pensar!). E ter um corpo mais retilíneo tinha seu preço: elas amarravam faixas apertadas para diminuir o volume dos seios, o que causava deformidades e problemas de postura. Mais tarde, isso mudou: nos anos 40 e 50, as formas voluptuosas, com quadris largos e seios fartos, de Marilyn Monroe se tornaram desejo em todo o mundo.

Anos 1960 e 70

A moda, com o reforço da publicidade, é que começa a ditar os padrões. E a londrina Twiggy (codinome derivado de graveto em inglês), considerada a primeira top model do mundo, era a representação da estética da magreza - inclusive com ossos aparentes, que se definiu como a ideal. Essa mesma com a qual meninas e mulheres sofrem até hoje. Na ânsia de alcançar esse corpo que passou a ser cobiçado em todo o mundo, registrou-se o aumento no consumo de revistas que ensinavam a emagrecer com dietas milagrosas. Na década de 70, com o movimento hippie, a magreza continuou sendo o padrão, apesar do ideal de corpo livre e o lema “paz e amor”. A atriz Farrah Fawcett (a primeira pantera no cinema, bem antes de Drew Barrymore, Lucy Liu e Cameron Diaz) era o ícone com seu corpo magro e tonificado.

Anos 1980 e 90

Cheio de contradições, o período foi considerado do culto ao corpo. Com a chegada do videocassete, os vídeos de exercícios aeróbicos foram uma verdadeira febre. Aquele tão desejado corpo magro poderia ser conquistado sem sair de casa! Ao mesmo tempo, a cantora Madonna surgia como um dos maiores símbolos e inspirava mulheres a serem livres e empoderadas. Ainda assim, nos anos 90, Kate Moss se tornou a musa das passarelas. Seu corpo magérrimo, a proposital aparência de doente e a glamourização das drogas levou ao aumento do uso de inibidores de apetite. Resultado: o crescente registro de transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, principalmente entre adolescentes. 

Anos 2000 É

É só dar uma passeada por perfis no Instagram para ver que seios turbinados, barriga negativa, bumbum na nuca, rostos muito finos e lábios grossos representam o corpo perfeito do século XXI. E para alcançá-lo vale tudo, inclusive todo tipo de intervenção cirúrgica. Não à toa, os procedimentos de cirurgia plástica vêm aumentando ano a ano, em todo o mundo. O Brasil está em segundo lugar no ranking, atrás apenas dos Estados Unidos. E o mais alarmante: principalmente entre jovens. Muitas das vezes, correndo risco até de morte devido ao uso de substâncias inadequadas e a procura por profissionais não capacitados. Tudo isso, empacotado em um corpo devidamente bronzeado que aparenta ser saudável, mas nem sempre feliz. 

Dias atuais

Felizmente, na contramão dessa padrão, sugiu nas redes sociais o movimento #bodypositive (corpo positivo, em português), que mostra que nenhum corpo é errado e que o importante é amar seu corpo do jeitinho que ele é. A filosofia do #bodypositive incentiva meninas e mulheres como você a não se comparar às pessoas; a  identificar as suas características positivas e como se achar bonita com elas; a se cercar de pessoas que estimulam sua autoestima e confiança. Para elas, autoestima é tudo!

Imagem dividida em quatro partes com garotas diferentes entre si

Qual corte de cabelo era o mais desejado na década de 1920?

Nuca de mulher olhando pra baixo

Quem foi o símbolo da estética da magreza como padrão de beleza?

Mulher com braços atras da nuca

Qual a filosofia do movimento #bodypositive?

Bancada com perfume e objetos variados

O Brasil ocupa qual lugar no ranking de cirurgias plásticas?

Busto e manequins de mulheres

Qual parte do corpo feminino era a preferida no início do século XX?

Termo 80s sobre foto de oculos aviador

Os anos 1980 foram marcados pela popularização de qual aparellho?

Mulher com salada na mão e fita metrica na cintura

Qual a consequência do padrão de beleza pelo mundo?

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