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Foto da Kamili cozinhando a esquerda e lettering com seu nome a direita

1 - Empatia é tudo

Pôr em prática a habilidade de se colocar no lugar do outro, compreender suas emoções e sentimentos, é difícil. Mas a força da empatia é capaz de mudar o mundo. E sabe o que é melhor? Ela pode ser aprendida. Para isso, ouça o outro com atenção, tente compreendê-lo sem julgamentos, busque conhecer sua história, respeite o que ele sente.

2 - Internet não é “terra sem lei”

A ideia de que a internet não é um “mundo real” abre espaço para a violência. Sob a falsa percepção de anonimato, ela amplificou as vozes de quem faz discursos de ódio contra grupos minorizados, como mulheres, negros, LGBTs e pessoas gordas. Elas são vítimas de humilhação, ofensa, preconceito, assédio. Mas do outro lado da tela existem pessoas, de carne e osso. Assim, que nem você. Tenha cuidado com o que compartilha e ajude a denunciar a violência!

3 - Mude de ideia

É importante ter opinião e se posicionar? É, sim! Mas também é necessário estar aberto para ouvir novos argumentos. Olhar uma situação por outro ângulo é sempre um bom exercício. Pense em assuntos que fogem do seu dia a dia, busque outras fontes de conhecimento, converse com quem pensa diferente de você. E se mudar de ideia, está tudo bem.

4 - Busque aprendizado sempre

Mas não faça da colega sua enciclopédia. Não é porque você está interessada em saber mais sobre o assunto que pessoas negras, gordas ou LGBTQ, por exemplo, são obrigadas a sempre tirar suas dúvidas, a dar uma aula sobre racismo, homofobia ou gordofobia. Sabe a internet? Lá, tem um mundo de informações disponíveis a um click. Ah! E use o bom senso: toda conversa tem a hora e o lugar certo, ok? Não vai estragar o rolê!

5 – Evite expressões gordofóbicas

Quando come muitos doces você diz que faz “gordice”? É magra mas tem prazer em comer e, por isso, diz que tem “cabeça de gordo”? Elogia dizendo que “ela é uma gorda bonita”, como se fosse bonita apesar de gorda? E usa o famoso “você tem um rosto lindo” (porque, claro, um corpo gordo não pode ser)? Então reveja o seu vocabulário. Se o que você diz humilha, diminui e ofende, repense agora mesmo.

6 - Juntas somos mais fortes

Desde criança, meninas são ensinadas que mulheres são rivais. No amor, no trabalho, na vida. Mas isso não é verdade. Juntas o nosso caminho é muito mais seguro. É por isso que sororidade é um dos principais conceitos do feminismo e significa a aliança das mulheres entre si. Sempre que puder, ofereça apoio a outras meninas que possam estar em uma relacionamento abusivo ou em risco. Evite julgar só porque ela tem um comportamento diferente do seu - não significa que o seu é melhor. Não se omita quando uma mulher for menosprezada ou ridicularizada. Incentive projetos femininos. Ninguém solta a mão de ninguém! <3

7 - Fique atenta aos detalhes

“Ai, agora tudo é racismo!”, dizem. E, infelizmente, temos que alertar: sempre foi. Desde o período colonial. Quando falamos em racismo, pensamos só em ataques e xingamentos. Mas ele está, principalmente, na normalização de comportamentos que estão aí, fazendo parte do seu dia a dia. Quantas pessoas negras você encontra em grupos de elite? Quando liga a televisão, abre uma revista ou assiste um filme, quantas pessas negras estão no elenco? Quando você vê um homem negro na rua, à noite, o que você sente? Quantos negros tem na sua sala de aula ou no seu trabalho? Fique atenta!

8 - Se é afeto não tem porque incomodar

A vida amorosa das pessoas só diz respeito a elas. Então porque se incomodar se duas mulheres namoram? Porque se incomodar se dois homens decidem casar? Porque se incomodar se uma pessoa homossexual opta por adotar uma criança? Se tudo é afeto, é amor, porque incomoda? Reprimir o direito de pessoas expressarem a sexualidade tem resultado em uma violência brutal. Homofobia não é opinião. Ela mata.

9 – Tome partido

Muito se fala e se questiona o conceito de “lugar de fala”. Não é fácil mesmo de entender, mas, basicamente, todo mundo tem seu lugar de fala, direito a dar sua opinião marcada pela sua vivência, pela sua origem. Isso significa que se você é homem, pode e deve falar sobre machismo e feminismo ou pessoas brancas devem falar sobre racismo mas partindo das suas experiências. Tome partido, sim, mas sem querer ser porta voz desses grupos minorizados. Não use a desculpa do “não é meu lugar de fala” como passe livre para omissão!

10 - Reconheça seus privilégios

Privilégios não têm a ver somente com ter nascido em berço de ouro. E, sim, não é muito confortável sair da bolha e ver que essa crença de que somos todos iguais é uma furada. Nós não largamos todos do mesmo ponto de partida. Então, se você é branco, se for homem, se não depende de transporte público, se pode andar de mãos dadas com o seu amor sem medo, se não precisou trabalhar pra pagar a faculdade, se nunca levou uma geral da polícia, se tem plano de saúde ou mora perto do trabalho, você é uma pessoa privilegiada. Reconhecer isso é o primeiro passo para mudar a forma de lidar com as pessoas e de ver o mundo.

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