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Meninas fazendo high five

Como vovó já dizia, dez cabeças pensam melhor que uma! Para ajudar sua irmandade a ficar ainda mais forte, montamos um guia rápido de como criar organizações coletivas, divididas em diferentes níveis de complexidade. Junte-se com suas manas de fé para conquistar seus lugares de fala, de escuta e de poder!

Nível 1: coletivo

Um coletivo é um grupo aberto com pessoas interessadas em debater sobre um ou mais assuntos em comum (pode ser feminismo, fotografia, bike, cinema, crochê, meio ambiente), trocar experiências sobre o tópico em questão e criar ações que levantem sua bandeira. O mais legal desse tipo de organização é que ele não precisa necessariamente passar por uma burocracia chata: você pode montar um coletivo com suas colegas da escola, as manas do bairro ou as parceiras que lacram com você nas aulas de dança sem precisar de um contrato ou seguir regras institucionalizadas. O importante é manter vivo o propósito que mobilizou vocês (#foco), pensarem juntas em ações que vão dar visibilidade à causa e acolher T.O.D.A.S as integrantes que aparecerem.

Nível 2: grêmio

O grêmio está normalmente associado a uma instituição de ensino (por isso muitas vezes leva o sobrenome “estudantil”) e aceita participantes que frequentam a escola ou curso técnico da qual ele faz parte - pode chamar geral, ok? Assim como nos coletivos, os grêmios são um importante espaço para debater sobre causas relevantes ao grupo, que podem ter a ver tanto com o ambiente escolar ou com a comunidade. Mas só isso não basta! É necessária a criação de um estatuto próprio e a definição de chapas que concorrem, por meio de eleição, à gestão do grêmio pelo período de um ano.

Nível 3: Associação

As associações também carregam um forte espírito coletivo e defendem os interesses de pessoas que uniram esforços para enfrentar problemas comuns. Só que o cenário muda um pouco: sua criação necessita de um registro em cartório e os associados precisam investir financeiramente com contribuições mensais. A grana serve para manter a parte administrativa da associação e, claro, as causas que ela apoia – que podem ser de origem filantrópica, estar relacionadas à assistência de uma comunidade, à preservação do meio ambiente...

Nível 4: ONG

As organizações não-governamentais fazem parte do terceiro setor (não é governo - primeiro setor, e nem empresa comum - segundo setor) e não pode ter fins lucrativos. Elas também precisam atuar por algum interesse público, por alguma causa social como os direitos LGBT+, a preservação do meio ambiente, inclusão de pessoas com deficiência e a proteção dos doguinhos. Para funcionar legalmente, rola uma função mais trabalhosa: ela precisa ter registro em cartório, CNPJ e registro estadual – sim, burocrático. A verba para financiar o trabalho dela vem de recursos públicos e de empresas privadas (isso significa que é preciso bater em muitas portas para conseguir grana!).

Das ruas pra rede

Com o tempo cada vez maior que passamos conectados à internet, ela se tornou um instrumento poderoso de pressão popular. Chamado de ciberativismo, essa nova forma de se organizar politicamente consegue agregar pessoas de forma mais rápida; possibilita alcançar mais pessoas na mobilização de passeatas; ou pressionar o poder público com petições online. E, o melhor: pode ser usado como estratégia dos tipos de organizações coletivas que apresentamos acima como também pode ser a plataforma de ações e coletivos totalmente virtuais. Como nos movimentos feministas atuais, por exemplo. O mais importante na mobilização online é que ela tenha efeitos práticos, que ela gere, de fato, mudanças.

Imagem de uma urna

Sua gestão é definida após uma eleição com diferentes chapas.

Imagens de balões formando TEC

É a mais nova forma de mobilização social

Imagem de um grupo de pessoas

É composto por estudantes de escolas e cursos técnicos

Plateia de pessoas

A forma mais simples de criar um cineclube é montando um (a)

Porquinho cofre

Qual dessas organizações exigem um pagamento mensal dos associados

Essa burocracia não é necessária

Requer registro em cartório, CNPJ e registro estadual para funcionar

Imagem de mãos e de um felino

Faz parte do terceiro setor da sociedade

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